O amigo do meu amigo, meu amigo é…

Temos uma nova amiga brasileira, a Nadja.

Amiga porque visitou este blogue, em que nos encontramos, e fez perguntas. Quem faz perguntas, ajuda-nos a aprender mais alguma coisa. E quem nos ajuda a aprender é nosso amigo.

A Nadja pergunta duas coisas: a origem da palavra “amigo” e o significado do seu nome.

Vou tentar.

Este poste será sobre a palavra “amigo”, que vem do vocábulo latino “amicus”, que tem exactamente o mesmo significado, e cuja raiz é o verbo “amo”, que significa “gostar de”, “amar”.

Amigo é, portanto, uma pessoa de quem se gosta, que se ama.

O que é que isto nos faz lembrar? O antiquíssimo preceito bíblico: «Amarás o próximo como a ti mesmo».

Este preceito é muito mais profundo do que as sete palavras com que se enuncia. Não vamos analisar aqui o contexto em que ele foi enunciado. Quem estiver interessado, abrirá a sua Bíblia e encontrá-lo-á no livro “Levítico”, capítulo 19, versículo 18.

Limitar-me-ei a apresentar aqui um aspecto deste preceito, em que poucas vezes reparamos, porque também não nos ensinam, geralmente.

Devemos amar o nosso próximo e por isso ele é o nosso amigo.

E devemos amá-lo  como nos amamos a nós próprios.

Ora eu conheço algumas pessoas que têm uma péssima opinião de si próprios. Estão sempre a criticar-se, falando para consigo, acham que são pouco inteligentes, que são baixos, que são altos, que são gordos, que são magros, que são feios, que não servem para nada, que nunca chegarão a ser alguma coisa na vida. É óbvio que essas pessoas não se amam a si próprias. Antes pelo contrário, detestam-se. Estão constantemente a criticar-se por tudo e por nada.

Deus nos livre, pois, de sermos o “próximo” dessas pessoas. Se elas nos amarem como vimos que se amam a si próprios, então detestam-nos, criticam-nos por tudo e por nada!

E quanto mais essas pessoas se dizem a si próprias o que pensam, mais se tornam feias, más, pouco inteligentes. Porque a vida ensina-nos que sempre  “o que pensamos acontece-nos”.  

Se pensamos que somos pouco inteligentes, não usamos a nossa inteligência, que é um dom divino a todas as suas criaturas. Se pensamos que somos feios, descuraremos a nossa aparência ao ponto de pareceremos feios aos olhos dosoutros. Se pensarmos que somos gordos, tudo quanto fizermos nos conduzirá a engordar.

Mas se, pelo contrário, soubermos sempre perdoar os nossos erros e as nossas falhas, se aceitarmos ser como somos, emendando esses erros, certos de que temos suficiente inteligência e força de vontade para usar nessa tarefa. Se, em vez de nos criticarmos, nos amarmos a nós próprios, então quando amarmos ao nosso próximo como a nós próprios, estaremos trazendo a salvação ao Mundo.

E, se formos nós, primeiro que tudo, o nosso melhor amigo conquistaremos novos amigos, em cada dia.

É isso, Nadja, o verdadeiro significado de “amigo”.

 

 

 

 

3 Responses to “O amigo do meu amigo, meu amigo é…”


  1. 1 erica 24 Março 2009 às 4:56 am

    amei essa resposta. realmente é tão simples tudo o que vc escreveu, mas tão profundo. Parabens, conseguiu ilucidar o pensamento do Autor.

  2. 2 Edite Coelho 7 Julho 2009 às 2:40 am

    A palavra amigo é realmente uma palavra reconfortante. Cada vez que a leio lembro-me das minhas amigas e amigos e do que fizeram por mim,nos momentos em que mais precisei! Se há pessoas que têm amigos, eu sou uma delas e sinto-me imensamente grata a Deus por ter posto estas pessoas tão maravilhosas no meu caminho. Aprendi sempre muito com eles. Ogrigado por, mesmo sem me conhecer, ter contribuído para que eu aprendesse mais, sobre vários assuntos que me interessam. Despeço-me esperando que todos os países amigos de Israel continuem a contribuir para o engrandecimento deste Estado.
    Edite Coelho
    Quinta do Conde- Portugal

  3. 3 Edite Coelho 7 Julho 2009 às 4:44 pm

    Shalom:
    Estive para não o fazer, mas tenho mesmo que o dizer, não aguentei… ao fim e ao cabo, o tempo em que não dizíamos aquilo que poderíamos, já lá vai, e assim aqui vai, pois o Doutor Salazar já morreu há mais de quatro décadas, e já não há razão para não dizer aquilo que me ocorreu assim que li o seu texto. Ora bem,também há o oposto: há um ditado que diz”Os inimigos dos meus amigos meus inimigos são”. Quantos obstáculos não enfrentamos para defender um amigo? A verdade é que quando alguém ataca “um dos nossos” vamos a correr em seu socorro. Na maior parte das vezes, nem aprofundamos os porquês, consciente ou inconscientemente, mas a verdade é que corremos em seu socorro. E é este querer que mantem o clã da amizade, que constitui a “família” fora dos laços de sangue, aquela que nós elegemos, aquela que nos acolhe e que partilha as alegrias, como quando parimos os filhos,assim como as tristezas,como quando dizemos adeus àqueles que amamos e que acabaram de se despedir da vida. Um abraço, cheio de alegria pelos amigos que tenho,
    Edite Coelho.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s





%d bloggers like this: