Veêm aí… os Natais!

Aproxima-se o Natal e o início do Ano Novo civil, e quero aproveitar o ensejo para agradecer a fidelidade dos visitantes habituais, que habitualmente me brindam com seus comentários, e para desejar a todos 

NATAL ALEGRE E FELIZ ANO NOVO

Hoje não vou escrever sobre História das Palavras, mas sim sobre a história das datas destas duas celebrações da Cristandade.

Para muitos essas datas não apresentam qualquer dúvida: o Natal é em 25 de Dezembro e o Ano Novo começa em 1 de Janeiro.

Pois bem, nem sempre foi assim, e, mesmo hoje, não é sempre assim para todos os Cristãos.

No princípio do Cristianismo, a data do nascimento de Jesus Cristo, que é afinal o que o Natal comemora, era considerada como sendo 6 de Janeiro, o dia em que agora se comemora o Dia dos Reis Magos.

Quando o Império Romano se converteu ao Cristianismo, houve uma decisão da Igreja Romana para antecipar a data do nascimento para 25 de Dezembro.

Porquê?  Pois há várias explicações, e não sei qual será a mais correcta.

Uma diz que a razão foi para que coincidisse com o solstício do Inverno, que ocorre em 25 de Dezembro.  Outra diz que foi porque em 25 de Dezembro se celebravam em Roma  festas pagãs, e poderia haver tendência para continuar a comemoração dessas festas.   Substituindo-as com o Natal, tornava-se mais fácil eliminar os costumes pagãos.

Uns dizem que o Natal veio substituir as Saturnianas, ou Bacanais, em honra do deus Saturno, que, na realidade, decorriam durante oito dias, e terminavam uns dias antes de 25 de Dezembro;  outros dizem que era o dia do Sol Invicto, em honra do deus do Sol.

De qualquer modo, Jesus passou a ter o seu aniversário em 25 de Dezembro, e, oito dias depois, em 1 de Janeiro, era o dia da Circuncisão do Senhor, seguindo a lei judaica da circuncisão, no oitavo dia, depois do nascimento.

Os cristãos ortodoxos gregos, que aderiram ao Cristianismo antes dos Romanos, como não tinham essas festas pagãs dos Romanos, em 25 de Dezembro, não viram razão para mudar o seu Natal, e continuam ainda hoje a comemora-lo em 6 de Janeiro.

Por sua vez, os Cristãos Arménios não aderiram ao calendário gregoriano.  Eles continuam a guiar-se pelo antigo calendário gregoriano, ou seja 6 de Janeiro, para eles, ocorre 13 dias mais tarde.  Eles comemoram o Natal, quando no calendário comum são 19 de Janeiro.

Assim, aqui em Jerusalém, os cristãos celebram três vezes o Natal, com as tradicionais procissões.    Em 25 de Dezembro vem o Patriarca latino de Jerusalém visitar o presépio em Belém, o Patriarca grego ortodoxo vem em 6 de Janeiro, e em 19 de Janeiro vem o Patriarca arménio.J

á estou a ver os meninos portugueses e brasileiros a perguntar se o Pai Natal também vem três vezes?   A tradição dos presentes de Natal, e do Pai Natal, ou antes São Nicolau, é essencialmente católica.   Pelo menos os Arménios não a seguem.   Mas se todos a seguissem, cada menino receberia apenas os presentes do dia em que os seus pais celebram o Natal, não é assim?

Renovo pois os meus desejos de boas consoadas, com bom bacalhau, peru, filhós, vinho tinto, castanhas, e sobretudo muita alegria e muitos bons desejos para 2008. 

Mudando de assunto, nos últimos dois dias estive ocupado, não com o português, mas com outra língua: o HTML (HyperText Markup Language), que, como muitos saberão, é um código de linguagem obrigatório para escrever páginas na Internet.  

Apesar da minha fraca habilidade, e das minhas duas mãos esquerdas, sou eu sozinho que construo as minhas outras duas páginas na Internet: uma em inglês, outra em português, nas quais eu conto mais algumas histórias, sobre temas que me atraem

Não sei se repararam nos apontadores para elas, que coloquei desde o início, aqui no lado direito deste blogue, e se alguma vez os visitaram.  

Nos últimos dois dias estive ocupado em tentativas para mudar a fachada da página em português.  Fiz e refiz, já não sei quantas vezes, pois a minha sabedoria da sintaxe do HTML tende para zero.   E além disso sou pouco habilidoso.

Uma vez que os leitores deste blogue costumam ser mais generosos com os seus comentários, não se poupando a dar-me alguns conselhos, que me são úteis e de proveito, queria pedir-vos que, se puderem, dêem também uma volta por lá, clicando aqui.  E depois digam-me que tal acham a “arquitectura” e os textos. E, aqueles de vós que também mantêm blogues, sempre mais interessantes que o meu, se acharem que vale a pena, e quiserem recomendar os meus escritos aos vossos visitantes e amigos, eu terei com certeza muito gosto nisso.

Bem hajam.

5 Responses to “Veêm aí… os Natais!”


  1. 1 justo 18 Dezembro 2007 às 2:52 am

    Pois é para agora mesmo, meu caro! É para mim uma honra poder indica-lo.
    Abraços!
    (Aqui sempre aprendo, humildimente!)

  2. 2 al cardoso 18 Dezembro 2007 às 10:24 am

    A melhor mensagem que o nascimento do menino judeu me traz a mente e a seguinte: “Gloria a D*us nas alturas e Paz na Terra aos Homens”!
    Coisa que infelizmente os seguidores dele, quase sempre nao cumprem!

    Para si umas festas felizes, com Natal ou sem ele.

    Shalom.

  3. 3 kahinde 25 Dezembro 2007 às 11:49 pm

    A Assembléia de Deus alega que Jesus nasceu em outubro, e que foi Constantino que escolheu a data de 25 de dezembro.

    Mais uma fonte para sua pesquisa.

    Gostei do seu blog e vc é muito simpático.

    Como vc é judeu não vou lhe desejar feliz Natal, mas desejo-lhe muita
    paz no ano de 2008 e um abraço.

  4. 4 Kahinde 10 Janeiro 2008 às 12:12 am

    Recebi seu e-mail de Feliz Natal e fiquei comovida com a atenção.
    Renovo meus votos de um feliz 2008 para vc e sua família.
    abraços

  5. 5 anjo 16 Janeiro 2008 às 9:22 pm

    Se em 25/12 ou 06/01, ou outra data, não importa, acretito que o mais importante é o significado do natal, “O nascimento do menino judeu que veio trazer uma mensagem de paz aos homens”.
    Infelizmente os homens estavam muito oculpados na defesa de seus pontos-de-vista e não soubrou tempo para escultá-lo.
    Ainda hoje nos deparamos com pessoas a brigarem ferozmente por motivos que, levados a luz da razão, não fazem sentido algum. Sei de pessoas que odeiam outras pessoas, sem se quer conhecê-las, apenas porque são de outra religião, ou têm a cor da pele diferente, ou nasceram em um determinado lugar, ou por outro motivo qualquer. Algumas vezes fico a pensar como pode se peder tanto em troca de tão pouco. Gosto de história, mas nunca consegui entender como foram capazes de cometer tantas atrocidades. Por mais que os homens procurem justificar suas ações, não consigo aceitar as desculpas dadas.Desculpas do tipo: “Em nome da verdade”, “Em nome de Deus”, “Em nome da justiça”, “Em defesa de um bem maior”, etc. Penso haver apenas uma resposta: “A luz veio ao mundo, mas o mundo a rejitou e continua a rejeitá-la”.


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