Explosivos para a Paz

Não vos parece estranho que o inventor de um potente explosivo – a “dinamite” – tenha deixado uma fundação para premiar as pessoas que em cada ano mais contribuíram para o bem-estar da humanidade?

Pois foi isso que sucedeu exactamente com Alfred Bernard Nobel (1893-1896), o engenheiro sueco que, entre outras invenções importantes, nos legou um método eficiente de garantir o uso seguro da nitroglicerina.

O manuseamento da nitroglicerina era muito perigoso, pois explodia facilmente com qualquer movimento.  Nobel realizou muitas experiências, até conseguir um produto seguro para uso na construção civil e na explosão de rochas, abertura de túneis, canais, etc.  Só fins pacíficos, afinal.

Mas a dinamite serve também para a construção de engenhos terroristas, cujos “fabricantes”, por vezes, também são vítimas de “acidentes de trabalho”.

Tal como a energia atómica, que o presidente Mahmoud Ahmedinejad continua a afirmar que está a desenvolver no Irão, apenas para fins pacíficos.   Ao mesmo tempo, assegura que vai destruir totalmente o Estado de Israel. Mas não com bombas nucleares, claro; será com uma vassoura?

Alfred Nobel chamou à sua invenção DINAMITE, de dynamus, que em grego significa força mais o sufixo sueco it.  Da mesma raiz temos o dínamo do automóvel, e da bicicleta, e certos políticos dinâmicos, que ainda por aí andam.

Nobel deixou-nos também outra invenção importante: a borracha sintética.

Sempre muito ocupado com as suas experiências, Nobel teve muito pouco tempo para dedicar à sua vida pessoal.  Tinha apenas uma grande amiga, Bertha Kinsky, que lhe transmitiu os seus ideais pacifistas.

Imaginem agora a surpresa do grande cientista, quando recebeu um dia a notícia (errada, claro!) da sua morte, e verificou que estava a ser lembrado apenas pelos malefícios da sua invenção.

Muito chocado com esse facto, decidiu criar em 1900 uma fundação com o seu nome, para atribuir anualmente cinco prémios em áreas distintas: Química, Física, Medicina, Literatura (atribuídos por especialistas suecos) e Paz Mundial (atribuído por uma comissão do parlamento norueguês).  Em 1969 criou-se um novo prémio na área da Economia (financiado pelo Banco da Suécia), o Prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel.  

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