Amigos de Peniche

Em 31 de Janeiro de 1580, faleceu em Almeirim, sem deixar descendência, o décimo – sétimo rei de Portugal, Cardeal D. Henrique.

Na crise de sucessão, que se seguiu, apresentavam-se como pretendentes três netos de D. Manuel I: Filipe II, rei de Espanha, D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato.

Filipe tinha a força das armas em seu favor –  um exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, invadiu o Alentejo, e Filipe foi proclamado rei de Portugal, com o título de Filipe I.

D. António, porém, não o reconheceu, e pediu o auxílio de Isabel Tudor, rainha de Inglaterra.   Em 16 de Maio de 1589, uma armada inglesa, constituída por 170 navios, fez desembarcar em Peniche cerca de 20 mil homens, comandados pelo general John Norris..

Os ingleses tomaram a praça de Peniche, enquanto a esquadra que os trouxera rumou a Cascais, sob o comando do almirante Francis Drake.

Os Antonistas, partidários do Prior do Crato, receberam com muitas esperanças a notícia do desembarque dos seus amigos ingleses, em Peniche.

O exército invasor, constituído principalmente por mercenários, a quem havia sido prometido que seriam recebidos de braços abertos, em Lisboa, e não teriam necessidade de lutar, avançaram para a capital, ao mesmo tempo que devastavam e roubavam as povoações por onde passavam – Atouguia, Lourinhã, Torres Vedras, Loures… até que chegaram a Lisboa e acamparam nos altos do Monte Olivete.

Pouco depois, com grande surpresa dos ingleses, os canhões do Castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a despejar metralha sobre eles.

O acampamento foi, por isso, mudado várias vezes para outros lugares, até que, depois de um breve recontro com os castelhanos, as tropas inglesas acabaram por se abrigar em Cascais, na mesma esquadra que os tinha trazido para Peniche.

Os partidários de D. António, Prior do Crato, viram assim esvair-se todas as esperanças que tinham depositado nos seus AMIGOS DE PENICHE.

Aqui está a explicação porque se aplica esta expressão a “amigos” traiçoeiros, falsos ou hipócritas.

Nem Peniche nem os seus naturais têm que ver com essa ideia de falsidade.

Pelo contrário, os meus pais tiveram em Peniche amigos muito sinceros e dedicados, na pessoa do senhor José Aguas Serra e seus familiares, cuja memória lembro com muita saudade.

6 Responses to “Amigos de Peniche”


  1. 1 al cardoso 17 Abril 2007 às 10:07 am

    Talvez tenham tambem esse titulo, deviam as destruicoes e devastacoes que fizeram de Peniche ate Lisboa!

    Shalom

  2. 2 dino 3 Dezembro 2007 às 6:59 pm

    Por acaso não saberá vossa excelência explicar o porquê da expressão:
    “tu deves ser da Lourinhã…”
    Cumprimentos,
    Dino

  3. 3 miriam 8 Janeiro 2008 às 11:23 pm

    esta lenda e muiti mas meuto bonita

  4. 4 Patricia 11 Outubro 2008 às 12:32 pm

    Os verdadeiros amigos,são os amigos de Peniche,gente trabalhadora,honesta,e simples

  5. 5 matheus albino martins 30 Novembro 2008 às 11:32 am

    aqui eles falam que sao penicheros

    a maioria deles e mais falso que os seus antepassados

    mas tmb tem amigos verdadeiro

    abrx

  6. 6 Vivi 15 Novembro 2009 às 11:04 pm

    Eu sou penichera com muito orgulho e a maior parte nao e mais falso que os antepassados –” a maior parte e sim amigos de vdd
    e quando a historia =D sim e linda e a terra mais LINDA DO UNIVERSO !! e escusao dizer k nao pk se encontrarem praias melhore k as nossas sem ser nas caraibas digam …


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