Palavra, palavrinha, que me tinha esquecido desta, o que é imperdoável.
Então eu aqui a alinhavar histórias de palavras, e tinha-me esquecido da história da palavra PALAVRA.
Dei, por acaso, com ela, no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, do meu douto amigo, Dr. José Pedro Machado, um grande mestre das Palávras.
Palavra – vem do grego parabolé, através do latim paraböla, ae, que significava originalmente “comparação”.
Daí a figura de retórica “parábola”, que conhecemos, por exemplo, das Parábolas de Cristo, em que uma história é contada, para servir de comparação a uma situação real – A Parábola do Bom Samaritano.
]Os Samaritanos são os habitantes da Samaria, hoje uma parte da Palestina. Actualmente este povo está reduzido a cerca de 500 pessoas, metade dos quais habita no Monte Guerizim, na Samaria, e a outra metade, em Holon, Israel, onde vive o seu Sumo Sacerdote. São poucos, mas têm uma vida comunitária muito activa[
Também em geometria se usa a palavra parábola, para designar uma secção cónica. Ainda se usam muito por aí, para captar emissões de TV via satélite, as chamadas antenas parabólicas, a que já tenho ouvido chamar, com pouco acerto, mas muita graça, "as paranoicas".
Mas demos a palavra, com a devida vénia, ao Dr. Machado:
"]Parábola[... depois, na Vulgata, ]tomou o significado de[ palavra (assumpta palavra) «tendo tomado a palavra», em Números, XXIII, 7». Esta última accepção espalhou-se pelos romances (à excepção do romeno) conseguindo superar verbum ]= palavra [.Parece que no latim vulgar da Hispânia houve uma forma *parabla, postulada por alguns romances locais.»
Tradutori – traditori dizem os italianos. (Os tradutores são traidores). Eu não diria tanto, neste caso. O significado do versículo bíblico está certo, tomou a palavra. Mas a palavra hebraica que lá está, mashal, significa mesmo parábola.
Só por isso, não dizemos hoje verbo, por palavra, e este blogue não se chama «História dos Verbos».
É curioso. «Postei» sobre a parábola do bom samaritano um dia após a publicação deste «post» [não o tinha lido]. Foi uma das leituras da missa católica no dia 15. Não sei como é nas celebrações judaicas, presumo que, também, se dê importância à palavra (ao Antigo Testamento).
É sempre um prazer passar por aqui, ah… o meu avô, também, se chamava Jacinto.
Sempre saio um pouco mais feliz depois de passar por aqui. Como tenho verdadeira compulsão pelo conhecimento, sua forma narrativa e agradável de transmiti-lo é uma dádiva.
De facto, todas as palavras são parábolas… Gostei, também de saber que os Samaritanos não se perderam na névoa do Tempo.
Até breve
Nuno M.
Como nunca aprendi latim, muitas dessas coisas escapam-me. Mas hoje já aprendi mais alguma coisa. Obrigado
Penso em fazer meu TCC sobre a palvra coisa. Gostaria de ajuda!
Bom tema, pois assim como a cicatriz marca o corpo, a palavra marca a alma.Vou ainda mais além, o homem é constituido pela palavra.
UMA PESSOA SÁBIA PROCURA MAIS OPORTUNIDADE DO QUE POSSA ENCONTRAR, SEI QUE ESSA PODE SER UMA ÚNICA,BASEADO NOS MEUS CONSEITOS SOBRE ESSA VERDADE,NÃO QUERO PERDER ESSA QUE PARECE SER OU É UM GRANDE OPORTUNIDADE DE AUMENTAR A MINHA JANELA DA SABEDORIA.
SOU EVANGÉLICO APAIXONADO PELA PALAVRA”PALAVRA”POR ISSO ESTOU NA SUA PRESENÇA PARA PEDIR UM PEDIDO QUE NASCEU NO MEU CORAÇÃO.
ANTES QUERO DIZER QUE, ANALISANDO A BÍBLIA,PERCEBI QUE SERIA IMPOSSIVÉL SER UM EVANGÉLICO SE O SENHOR JESUS NÃO COMEÇASSE O SEU ETÉRNO MINISTÉRIO SEM DISCIPULOS. BEM SENDO ASSIM AFIRMO QUE FIQUEI APAIXONADO PELO PODER DE OBSERVAÇÃO DA PALAVRA FALADA,CANTA E ESCRITA QUE TENS,E NA INTENÇÃO DE CONTINUAR A PROPAGAR UM VERDADEIRO E GENUINO EVANGÉLIO A LUZ DA BÍBLIA QUERO
APRENDER COM SEUS PROCESSOS DE EDUCAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO. ESTOU ANSIOSO PARA ENTENDER A BÍBLIA COMO ELA VERDADEIRAMENTE É UM ABRAÇO E UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO. POSSO TE DIZER UMA VERDADE E BEM AFIRMATIVA SE EU FOSSE UM BEIJA-FLOR ESSE MEL QUE SAI DA SUA MENTE SERIA A MINHA RAZÃO DE SER UM APANHADOR DE MEL. ESPERO O SEU CHAMADO…
Adorei esse site vou indicar para meus amigos, o conteúdo é parecido com o do http://www.contradicoesbiblicas.com.br
“São muitas, eu pouco”
Não se pode duvidar de que a linguagem e a vida são inseparáveis, porque vivemos entre palavras e fazemos a vida com elas. Parece que não há registro de sociedades que se tenham organizado sem linguagem. De nossos sonhos, até situações mais objetivas do trabalho cotidiano, as palavras atravessam praticamente todas as dimensões de nossa existência. Permitem que evidenciemos desejos e esperanças.
Há momentos em que lutamos com elas (Evoco Drummond: Lutar com palavras é luta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã. São muitas, eu pouco)” para esclarecer e organizar nossas ideias, assim como para a travessia da comunicação com os outros, para que a nossa existência faça sentido; para que o outro nos reconheça; para reconhecer o outro, a nossa voz e as outras vozes.
Interessante seria se, como tratamos da imagem física e do vestir, também tivéssemos alguns pequenos cuidados com a linguagem para não desferir lamentáveis desfigurações como a que a moça, com um largo sorriso, insiste em dizer: “ObrigadO pela sua companhia…” .
Outra coisinha que incomoda ouvidos mais atentos é o nosso (digo “nosso”, porque Portugal não usa) gerúndio:“Vamos estar fazendo…” “ Na próxima semana, vamos estar realizando…” e outras esquisitices. Somos mesmo surpreendentes: economizamos algumas coisas e esbanjamos outras. Três verbos quando poderíamos usar um apenas e, mais informalmente, dois.
Pronto. Finalizo estas palavras, que já são muitas, com frasezinhas de duplo sabor: gerúndio não é futuro. Nunca será.
Maria lourdes Vicari de Siqueira