Nas últimas semanas andei um pouco arredado destas lides etimológicas, pois as circunstâncias obrigaram-me a ocupar-me com outras mais prementes. E ainda não terminaram.
Espero que os leitores deste blogue me relevem a falta.
Hoje quero corresponder à amável sugestão do leitor Nuno Matos, que aprecia a palavra “Madrugada”.
Pois aqui vai:
Madrugada chegou a nós do latim “maturicare”, que significava “amadurecer”.
Os mais velhos de entre vós lembrar-se-ão da canção infantil:
Ó minha amora madura,
Quem foi que te amadurou?
Foi o sol e a geada
E o calor que me apanhou.
Quando a noite fica madura, e está quase a chegar a alva, alvor, alvorada, diziam que o dia tinha madrugado.
Circulam muitas especulações sobre a partícula indo-europeia “Ma”, que talvez seja ainda mais antiga e onomatopaica, pois em muitas línguas a palavra “Mãe” inclui esse som.
Mas não passe o sapateiro para além da chinela. Não tenho qualificações para argumentar isso.